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Algumas pessoas acreditam que tem muita sorte mas tem muita gente que acredita fielmente que tem todo o azar do mundo nas costas.

Eu me encaixava nesse último, foco no “xava” que está no passado viu 😉

Eu era a famosa sad girl

Nada dava certo… Ninguém gostava de mim… O mundo é injusto… Tudo e todos conspiravam contra mim.

Mas eu que compartilhar com você três histórias que me modelaram para o primeiro grupo que falei, os sortudos.

E isso foi exclusivamente por causa da amizade, eu estava pré-depressiva, não é loucura dizer que eu poderia não está mais aqui hoje se não fosse pelo meus amigos.

Os anos mais amargos da minha vida…

Eu sempre tinha escutado falar sobre amor de mãe e pai, mas eu não experimentei muito bem isso.

A minha opinião na casa era inválida, mesmo quando eu sabia que eu não estava errada e se eu tentasse falar algo, escutava:

“Não me responda! Eu sou sua mãe”

Eu sei que normalmente os pais só querem o melhor para seus filhos e claramente eles têm mais experiências que eles, mas não justificava o tratamento que me davam.

Eu estava sempre errada e muitas vezes isso não era verdade.

No entanto era o único momento de “afeto” que tinha com eles, sempre estavam ocupado e não falava comigo.

Tentava ser uma menina comportada mas cheguei ao ponto de fazer besteira só para ter a atenção deles.

Eu fiz as minhas primeiras amizades…

Eu era infeliz até ali, um pré-adolescente que não se divertia e que não sabia se comunicar direito.

Tanto que eu não tinha amigos…

Como que alguém que mal falava iria fazer amizade? Eu era sempre a última a entrar nos grupos de trabalho e de educação física.

Mas meu isolamento acabou quando cheguei na oitava série e conseguir fazer minha primeira amizade.

Não sei se era por pena ou porque elas gostava de pessoas tímidas mas Fernanda me salvou.

Não só a mim mas também uma outra garota chamada Helena que também se tornou minha amiga.

Fernanda não era tão extrovertida mas era muito cara de pau, parecia que não tinha vergonha.

Foi depois dos primeiro mês de aula, depois de ela perceber que eu quase não abria a boca que ela chegou para mim e disse:
“Você não fala muito, tem algum amigo?”

Ela pegou na minha ferida, eu respondi meio que olhando para baixo e balançando negativamente.

“Então por que você não fala com aquela ali?”, apontando para Helena.

Eu respondi algo como, “não é tão simples”, só lembro que ela me arrastou até ela e meio que forçou a gente a conversar.

Lembro que foi bem desconfortante, mas eu sentia que Helena, assim como eu, queria fazer amizade também.

Não falamos muito mas nos demos bem, parecia que Fernanda sabia da nossa situação.

Nós 3 ficamos bem amigas, eu invejava Fernanda pelo seu espírito livre, ela era aquela pessoa da sala que fala com todo mundo, totalmente da paz.

Ela deu forças para mim e para Helena, começamos a ficar mais sociáveis.

Naquele mesmo ano eu consegui um namorado, gente EU TIVE MEU PRIMEIRO NAMORADO, eu que era a rainha da simpatia(ironia).

Antes eu pensava que só conseguiria namorar só se fosse no estilo lagoa azul, tinha que ficar preso com alguém numa ilha deserta só comigo de opção.

Durou só 2 meses o namoro e minhas amigas tiveram que escutar minha desilusão amorosa.

Eu estava feliz e p*ta, não foi um sentimento ruim.
Eu estava me sentindo alguém.

Mesmo quando saímos do ensino médio e ficamos separadas mantive contato.

Graças a Fernanda eu entrei no colégio determinada a fazer amizades.

E eu consegui, não foram muitas mas são amigos que eu amo e que até hoje eu converso.

Eu enfrentei um grande desafio…

Meu ensino médio foi fantástico, sinto falta dele e me orgulho muito na pessoa que me tornei.

Foi muita sorte eu conhecer Fernanda pois graças a ela que eu também ganhei coragem.

Ainda no primeiro ano do ensino médio eu enfrentei meus pais… No bom sentido, é claro rsrs.

Eu tive uma conversa franca com eles, eu consegui fazer eles me escutarem em silêncio.

Desabafei como eu me sentia a eles, eu conseguir ter bons amigos mas eu ainda sentia a falta do afeto amoroso do meus pais.

Sinceramente, eu estava bem nervosa, uma adolescente de 15 anos dando lição de moral nos pais? Nos meus pais?

O melhor de tudo foi que funcionou, eles deram um arrodeio todos de palavras mas deu para entender que pela primeira vez eu estava certa.

Explicaram que deveriam dar mais atenção e procurar aproveitar a filha deles.

Antes tarde do que nunca, eu fiquei feliz pois eu tinha ganhado duas novas amizades, a que deveria ser mais importante para mim.

Hoje eu converso super de boas com eles, principalmente com a minha mãe.

Meu amor veio por causa de uma amizade


Um dos maiores motivos de eu ter gostado do ensino médio e de eu achar que virei uma pessoa bem sortuda foi porque eu conheci meu marido na escola.

Foi bem no finalzinho do 3° ano, que uma amiga que eu tinha feita lá me apresentou um rapaz inteligentíssimo, de bônus ainda ele era um gato.

Eu já tinha visto ele no corredor mas nunca tinha falado, não era da minha sala e eu não vi sentido em falar com ele.

Mentira, eu não era tão corajosa quanto eu pensava, era muita areia para meu caminhãozinho.

Logo nós começamos a conversar e rolou um clima entre nós, começamos a namorar ainda no colégio.

Depois disso fizemos cursinho juntos e nosso relacionamento se aprofundou bastante.

Enfrentamos alguns desafios mas nós acabamos nos casando 4 anos depois.

Não demorou muito e tivemos um fruto do nosso relacionamento, dois na verdade, eu engravidei de gêmeos.

Eu fiquei muito nervosa mas quando nasceram eu senti uma felicidade tão grande que só quem é mãe pode explicar.

Eu me convenci que iria ser a mãe mais presente do mundo.

A amizade me trouxe sorte

Não sei se conseguir passar bem a mensagem mas acredito que deu para perceber que eu só sou o que sou hoje graças às amizades que fiz.

Eu tenho muito que agradecer pela sorte que eu tive de conhecer alguém que me mudou, foi basicamente uma criança que me fez sentir que eu existia no mundo.

Me deu forças para fazer amizades, fazer relacionamentos, diminuir e muito a timidez, me fez conversar seriamente com meus pais.

E olha que a partir daquele momento eu também consegui ver mudanças muito positivas nas personalidades de meus pais, eu também estava mudando pessoas ao meu redor.

Foi uma amiga que me ajudou a voltar o meu peso ideal, conto essa história em um outro texto que você pode ler clicando aqui.

Foi uma amiga que apresentou meu marido, tudo isso me fez ainda ser uma ótima mãe, não é querendo me achar não, é que sou mesmo, bato no peito com orgulho para dizer que estou dando a melhor criação que eu poderia dar aos meus filhos.

Se ter tudo isso não for sorte eu não sei o que é.

Eu tive mudanças radicais por causa de minhas amigas, até hoje quase sempre quando encontro alguma amiga que não via à algum tempo, acontece algo bom.

Muita coisa aconteceu graças as minhas amizades, foi tudo como ganhar na lotofacil, mas ao invés de dinheiro ganhei coisas muito melhor…

Ganhei pessoas que deram sentido a minha vida!!

Vou dar uma recomendação clássica de livro que fala muito bem de como funciona a amizade, e se você já leu eu recomendo que leia novamente depois de ter lido minhas histórias.

É o pequeno príncipe, um clássico da literatura que eu não canso de ler e ler novamente, e sempre eu consigo ver algo novo nele.

Encerro aqui com minha parte favorita do filme do Pequeno príncipe de 1974, espero que goste e até o próximo texto 😘